14 janeiro 2017

O Colmeal


Fala-se com frequência nas aldeias mais Portuguêsas de Portugal. O que poderemos dizer desta? Tenho que dizer com rigor que a culpa não é da Junta de Freguesia mas dos serviços urbanísticos de Castelo de Paiva, agora que os habitantes da Eja tenham de "gramar" este atentado urbanístico na sua maravilhosa paisagem, já é uma penitência demasiado grande para a sua "inocência".


11 janeiro 2017

O Torrão a Preto e Branco



Calculo que esta foto é de 1965 (+-). De lá para cá muita coisa mudou. Hoje o Torrão é mais "colorido" quer pela força das fotos quer pelas suas gentes. O casario esparso tornou-se denso permitindo que os da margem de cá pudessem disfrutar da sua beleza.


10 janeiro 2017

Capela da Srª. da Cividade


Mais uma vez vou voltar à Capela, à Capela da Srª. da Cividade. Esta, talvez, extensa “reportagem” sirva para despertar o interesse de muitos habitantes da Freguesia e não só, porque estou convencido que a maioria já ouviu falar do local mas nunca teve a curiosidade de ir ver o que de lá se pode apreciar.


Cá de baixo parece mais uma “coisa” enfiada no meio da vegetação, mas se ”abrirmos” mais o olho podemos observar já algo com algumas características invulgares para o local.
Confesso que nunca entrei dentro da Capela, não por ser contra mas porque habitualmente, e bem, ela se encontra fechada, mas o que me leva de tempos a tempos a subir a ladeira é a magnífica paisagem, um sabor a Paraíso.

As fotos que seguem foram tiradas numa das minhas visitas em 2007 e aí senti o prazer duma bela paisagem num ambiente de Eremita.




 Á esquerda ou à direita temos uma visão ampla da nossa pequenez perante uma luxuriante paisagem.

O Torrão, Várzea do Douro e muito mais a perder de vista.




Aqui à direita a nova ponte, a variante que tornou os nossos vizinhos de Castelo de Paiva mais "distantes" desta nossa terra, mas mais próximos doutras terras a Norte.







Lá ao longe Rio de Moinhos e as serras longínquas, talvez o Marão.




E se o nosso olhar se "aprofundar"
o Torrão no seu casario variado e brilhante que nos convida a um...












 ...passeio rio acima ou rio abaixo.



O Torrão na sua "fantasia" de "cidade" nova presenteia-nos no seu alcantilado casario com uma visão impossível.

 Mais à esquerda com a Ponte Duarte Pacheco, como que envergonhada de tanta grandeza, esconde-se na vegetação luxuriante.

Os nossos vizinhos de Várzea do Douro também não serão esquecidos deste nosso passeio.

Para finalizar este passeio pergunto às gentes da minha terra:

Estarão dispostos a aceitar a conspurcação deste local?

09 janeiro 2017

Para nossa vergonha...


Não posso deixar isto em claro. É um dever Cívico denúnciar o desleixo de quem livremente se candidatou à liderança da Freguesia.



 
Este é o aspecto  do parque frente ao Cemitério e Capela de S. Sebastião que a junta de Freguesia de Eja, liderada pelo Dr. António Guedes, nos legou.


Aqui a Junta de Freguesia não tem vergonha que as "Camisinhas", também conhecidas por "Camisas de Vénus" ou tecnicamente de Preservativos atapetem o espaço adjacente à Capela da Srª. da Cividade, um dos locais com a melhor vista panorâmica da região.

Eja, Entre-os-Rios e Torrão

Reproduzo aqui a minha última entrada no Grupo "Eja, Entre-os-Rios e Torrão"
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E por Fim…

Quando em 10 de Novembro de 2015 fiz a primeira aparição neste grupo com a foto de uma rua que leva as gentes de Entre-os-Rios ao “Calvário” nunca pensei que a minha aparição terminasse nesse mesmo local, a Capela de S. Sebastião.
O postal de 7 de Janeiro com o titulo “Curiosidades” sobre o largo fronteiro à Capela de S. Sebastião bem como a Capela da Sr.ª da Cividade acabaram por desencadear um “ruído” inesperado e aparentemente inexplicável.
Compreendo que haverá membros que ficariam encantados que este grupo se comportasse de forma anódina, desse a conhecer o passado desta terra, os seus velhos monumentos, as personagens passadas e seus costumes. O presente não interessaria porque isso iria mexer em coisas incompreensíveis.
Defendo que o conhecimento do passado é de uma importância fundamental para melhor pensar o futuro, mas temos de ter em conta que o que importa é o presente e o futuro e não o passado e este é o pomo da discórdia.
Ao abordar a situação do espaço fronteiro à Capela de S. Sebastião e do espaço adjacente à Capela da Sr.ª da Cividade devidamente documentado, levou a que um dos Administradores, o António Fontes, a produzir um comentário deselegante e logo aproveitado por uma corrente de membros a “pressionar” o “regresso” ao passado. Convém acrescentar que a maioria dos “Likes” a favor do comentário são de membros que habitam fora da região e até no estrangeiro e pela amostra alguns só conhecerão a Eja de nome. É claro que também dois “aplausos” vêm da terra sendo um deles o do presidente da Junta.
Tenho pena que as gentes da terra não se sintam incomodados com o que as fotos documentam e não reajam em conformidade e daí ter tomado a decisão de abandonar o Grupo. Mas não ficarei calado, os interessados poderão sempre seguir as minhas denúncias ou aplausos e comentar aquilo que lhes aprouver de forma assertiva mas elegante no [Blog  ENTRE-OS-RIOS]   (http://entreosrios.blogspot.pt/)  ou contactar-me através do Email (novas.pt@gmail.com)

Homenagem a Eng. Duarte Pacheco


05 janeiro 2017

O Pescador








Muitos de nós que nasceram nas aldeias deste Portugal, para terem melhores condições de vida viram-se na necessidade de logo cedo e ainda jovens migrarem, normalmente para as cidades mais próximas e ainda outros já mais adultos para uma imigração longínqua.
Tive por “vontade” ainda muito novo migrar para o Porto mais tarde “engajado” para a tropa e aí, na altura, “migrado” em Angola (hoje seria um imigrante ou “mercenário”, tempos!)
Foi uma Juventude fora do “ninho” onde nasci, longe daqueles com quem aprendi as primeiras artes do jogo do Pião ou do jogo do Carolo, da caça aos Pardais ou os primeiros passos à pesca das Bogas, Mujes ou Barbos.
Chegou enfim o tempo de regresso mais pousado às origens; já profissional, já assente na vida. É então que se dá o reencontro com os antigos colegas, os “inamovíveis”, os que as circunstâncias da vida não lhes permitiu outras oportunidades. Entre eles distingo um grande parceiro e amigo, o Alcino.
Já não estávamos em altura de jogar ao Pião ou Carolo mas a pesca seria uma boa prática para os dias de folga. O Alcino que por cá tinha ficado “apropriou-se” pelo então maravilhoso rio Douro e logo ficou um dos grandes mestres da pesca da zona. E é nesta época que criamos uma parceria de pesca à linha.

O Alcino conhecia o rio tão bem como o Dr. Manuel, o Dr. Carvalho Mendes ou o Snr. Luís Alves do restaurante Miradouro.
Como o Alcino conhecia os sítios certos lá íamos a “penates” ao longo das margens procurar os melhores locais e sempre condicionados, na altura, pelas descargas da barragem do Carrapatêlo, estas alteravam as correntes que condicionavam os chamados “fios de água”, os locais ideais para a pesca do Muje. Esta foi a época mais fabulosa da pesca na nossa terra, foi então que nos decidimos por um “barquito” com um pequeno fora de borda igual ao já existente do Dr. Manuel.




É bom que fique registado que enquanto eu pescava um Muje o Alcino pescava três, devia ser uma atracção inexplicável, mas foram tempos inesquecíveis até que a barragem de Crestuma-Lever começou a “implodir” o rio em 1985.
 
Finava o velho Rio Douro e nascia o novo Rio Douro igualmente belo mas não tanto quanto antes.

Em 1985 é o ano que põe termo à nossa parceria e é também o ano que por razões de assunção doutras responsabilidades profissionais me impediam de uma presença tão frequente como antes. 

É neste vai e vem da vida que os contactos com o Alcino escasseiam e lá de longe a longe ainda nos riamos e recordávamos e discutíamos qual tinha sido o maior peixe.
O Alcino faleceu o ano passado, foi pescado para o Paraíso.